Um check-up cardiometabólico não é um pacote igual para todas as pessoas. A escolha dos exames depende de idade, sintomas, histórico familiar, medicamentos, tabagismo, pressão, peso e doenças já diagnosticadas.
O que é avaliado primeiro?
A consulta organiza o risco antes dos exames: pressão arterial, frequência cardíaca, peso, IMC, circunferência abdominal, alimentação, atividade física, sono, tabagismo e histórico de diabetes, colesterol alto, infarto ou AVC na família.
Quais exames podem entrar no check-up?
Conforme o caso, podem ser solicitados glicemia de jejum, hemoglobina glicada, colesterol e frações, triglicerídeos, função renal, urina e avaliação hepática. O eletrocardiograma pode fazer parte da avaliação em situações selecionadas. Ecocardiograma, teste ergométrico, Holter, MAPA e exames de imagem não são obrigatórios para todo mundo.
Check-up detecta tudo?
Não. Exames normais não eliminam todo risco futuro e exames em excesso podem gerar falsos alarmes, ansiedade e procedimentos desnecessários. Prevenção inclui vacinação, alimentação, atividade física, sono, redução do álcool e abandono do tabagismo — não apenas coleta de sangue.
Quando fazer?
Não existe uma idade ou frequência única. Pessoas com hipertensão, diabetes, obesidade, doença renal, tabagismo, sintomas ou histórico familiar relevante podem precisar de acompanhamento mais próximo. Para quem está bem, a periodicidade é definida após avaliação clínica.
Como se preparar
- Leve exames anteriores e lista de medicamentos e suplementos.
- Anote sintomas, histórico familiar e medidas feitas em casa.
- Confirme se algum exame exige jejum.
- Conte ao médico seus objetivos e dificuldades reais de rotina.
Veja o conjunto de condições em doenças cardiometabólicas.
Atenção: dor no peito, falta de ar importante, desmaio ou sinais neurológicos não devem esperar um check-up; procure atendimento urgente.